Somos uma sociedade plural. Todos nós somos diferentes. Devemos respeitar a diferença. Viva a diferença. E vivemos cercados por essas frases de efeito. Mas, de fato, respeitamos essa pluralidade?
De fato, diferentes, cada um vive de sua própria maneira, se apresenta ao mundo de uma forma, sente de um jeito diferente e se vê como indivíduo único. Sim, diferentes, mas somos tão iguais nas interações, formados dentro dos mesmos moldes, forjados pelo mesmo fogo, martelados na mesma bigorna, que é a vida.
Iguais, seres conscientes, lutando pela sobrevivência, uns mais outros um pouco menos, visto que somos diferentes. Mas, existem escritos antigos que nos moldam como semelhantes. Imagem e semelhança de algo superior, Deus, deuses.
Semelhantes, ambos humanos, 7,5 bilhões de nós, iguais em muitos aspectos, biológicos, químicos e outros possíveis, mas tão diferentes ao mesmo tempo.
Nos assemelhamos na morte e nos diferimos na crença do pós vida, somos iguais no destino.
Amar é tanta coisa, é liberdade, química, biologia, espiritual, transcendental e o ponto comum para os seres humanos. Amor é o que une, agrega e transforma. É comum como respirar.
Respirar e amar iguala todos nós. Mas nem todo amor é aprovado socialmente, como? “Aprovar”, seria o termo correto? Quem deveria aprovar? A sociedade? Mas, se somos tão diferentes, como aprovar ou não a única semelhança entre nós? Somos iguais, diferentes ou apenas semelhantes?